Nas décadas de 1970 e 1980, quando estava sendo construída, a Usina Hidrelétrica de Itaipu era considerada uma obra faraônica, fruto da megalomania dos militares que então comandavam o Brasil. Hoje, passadas três décadas, a visão é outra.
Responsável pela produção de 95% da energia elétrica consumida no Paraguai, e por 28% de todo o consumo brasileiro, a empresa binacional, construída por operários, técnicos e engenheiros de Brasil e Paraguai, dá mostras diárias de sua importância no cenário nacional e internacional.
A primeira unidade geradora começou a produzir em 1984, e de lá para cá a usina quebrou sucessivos recordes de produção e lucratividade. Os municípios que tiveram parte de suas terras alagadas pela formação do lago que alimenta a usina também ganham dividendos, pagos mensalmente em forma de royalties.
Há três visitas possíveis na maior hidrelétrica do planeta. A visita turística pode ser feita nos horários estabelecidos, sem agendamento prévio, e passa pelas partes externas da obra. A visita especial precisa ser marcada com antecedência, e permite acesso a algumas áreas internas. E a visita técnica é exclusiva para profissionais e estudantes da área de engenharia.
Além da produção de energia, Itaipu também é símbolo de preservação ambiental. A empresa mantém o Refúgio Biológico Bela Vista, programas permanentes de reflorestamento e projetos de incentivo à piscicultura e reprodução em cativeiro de animais silvestres. Há também o Ecomuseu, que conta a história da construção e manutenção desta obra sem similares no mundo.